quinta-feira, 27 de março de 2014

Fila de Bancos: Morosidade nos atendimentos

Não é novidade alguma que a população enfrenta cotidianamente filas intermináveis em bancos país a fora. Em todos eles!
A regra do sistema bancário é clara: lucro a todo custo e prejuízo indiscriminado aos brasileiros com cobrança das maiores taxas de juros e tarifas de serviços do mundo.
Funcionários do setor enfrentam metas insuperáveis, demissões injustas e aos milhares além de deverem saber “jogar” em todas as posições. Lucros e mais lucros; trimestralmente são batidos recordes de faturamento em face do empobrecimento da população, além de criarem cada vez mais dificuldades no atendimento para seus clientes/usuários.
Dentro deste contexto, o cidadão se sente desprotegido. A lei consumerista intimidaria os Bancos se houvesse sua eficácia imediata no tempo: Fiscalização rigorosa, ano a ano, mês a mês, semana a semana e dia a dia. Multas pesadas, prisões, fechamento de estabelecimento, impedimento de atuar no país, até finalmente o consumidor ser respeitado e sua cidadania efetivamente garantida.
Não dá para nos dizer que é um mero aborrecimento. As práticas reiteradas que causam lesões aos consumidores e, consequentemente à sociedade devem ser punidas e afastadas com rigor e o Código de Defesa do Consumidor possui mecanismos para isso.
Via de regra é lamentável o tratamento que os bancos dão ao cidadão, enquanto o Sistema empurra a todos para as garras do setor e não tem como fugir disso.
Fica a dica: o cidadão ao seu turno deve procurar seus direitos sempre e em todas as ocasiões que se sentir prejudicado, pois o excesso de tempo em fila de banco enseja dano moral.
RICARDO SILVA – ADVOGADO ATUANTE EM DEFESA DO CONSUMIDOR